Avançando na Inclusão Profissional: Além das Cotas, Priorizando o Valor Humano
- portalpcdhub
- 7 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Entrar no mundo do trabalho é bem mais que garantir o próprio sustento; é um caminho para a independência, a satisfação pessoal e a participação plena na vida em sociedade. Para quem tem alguma deficiência, essa chance frequentemente fica apenas entreaberta, ou até mesmo bloqueada por obstáculos que vão além da sua capacidade profissional.

A Lei de Cotas no Brasil (Lei nº 8.213/91) foi, sem dúvida, um grande passo em frente. Ao determinar que empresas com mais de cem funcionários reservem parte de suas vagas para pessoas com deficiência, ela tentou forçar uma mudança que, de outro modo, seria demorada e ineficiente.
Contudo, a lei sozinha é apenas um instrumento, não a solução definitiva. A verdadeira inclusão vai além de simplesmente cumprir uma porcentagem. Ela está na mudança de pensamento dentro das empresas, onde contratar um profissional com deficiência é encarado não como uma obrigação, mas como uma chance valiosa de fortalecer a equipe, ampliar as visões e estimular a criatividade. Dados do IBGE, mesmo mostrando algum progresso, ainda indicam uma grande diferença na quantidade de pessoas empregadas e nos salários entre pessoas com e sem deficiência, mostrando que é preciso fazer muito mais do que apenas seguir a lei.
A inclusão real exige investir em adaptações adequadas – que podem variar desde tecnologias que ajudam, como programas que leem telas ou cadeiras especiais, até horários de trabalho mais flexíveis. É preciso, principalmente, educar e conscientizar toda a equipe para criar um ambiente de trabalho amigável, sem preconceitos e discriminação. Empresas que valorizam a diversidade e investem na inclusão de verdade ganham não só por estarem cumprindo a lei, mas também em produtividade, bom ambiente de trabalho e boa imagem. Incluir no mercado de trabalho é, basicamente, reconhecer que o valor de um profissional está em suas habilidades e em sua vontade de ajudar, e não em suas limitações físicas ou sensoriais. É o momento de ir além da ideia da cota e aproveitar ao máximo o potencial infinito da diversidade.




Comentários